domingo, 17 de janeiro de 2010

Sobrenatural – Review – Free to Be You and Me [The CW]

Sobrenatural – Review – Free to Be You and Me [The CW]

Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo.

Apocalipse 1-1

Assim começa o livro do Apocalipse, anunciando não o fim do mundo, mas, um momento de revelações. Assim começa também a quinta temporada de Sobrenatural.

Episódio: Free to Be You and Me (3/22)

Temporada: 5

Canal: the CW

Primeira Exibição nos EUA: 24 de Setembro de 2009

O episódio começou devagar. Eu gostei do inicio a revelar os irmãos em caminhos diferentes, ao som de Simple Man, Lynyrd Skynyrd; como já era de esperar, tivemso o regresso de Jessica (participação especial de Adrianne Palicki; Friday Night Lights), por acaso estava curioso, o porquê de ela estar ali naquele momento; e ri bastante na tentativa do Dean (Jensen Ackles) de desvirtuar Cass (Misha Collins) – deve ser mais um passe para o inferno essa coisa de tentar levar anjos para o mau caminho, não que o inferno seja novidades para o Dean. Já estava com saudades de um pouco de humor em Sobrenatural, achei bastante piada à cara de Castiel, quando estava naquele “antro de perdição”.

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Quando eu estava a começar a acreditar que a temporada ia desacelerar um pouco com as suas grandes revelações, o ritmo do episódio mudou. Cass e Dean ficaram cara a cara com o Arcanjo Rafael e Sam (Jared Padalecki) com ninguém menos que Lúcifer (Mark Pellegrino).

Primeiro tenho que comentar sobre a óptima actuação de Mark Pellegrino. Foi a primeira participação dele como Lúcifer e esteve perfeito. O demónio (em Sobrenatural) é mesmo uma criatura simpática, bem menos ameaçadora (no exterior, é claro) que os anjos e, principalmente, os arcanjos. Deixando os efeitos visuais de lado, a voz e a expressão facial do arcanjo Rafael fizeram com que cada som proferido por ele, soasse como uma ameaça.

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Achei o encontro de Dean e Cass com o arcanjo mais interessante que o confronto que Sam e Lúcifer. Eu ainda tenho meus receios quando a inclusão de Deus na trama, mas foi genial o modo como a série referiu o sumiço dele a decisão dos anjos de dar início ao Apocalipse. “Nós só queremos que tudo termine” declarou Rafael.

No entanto, o mais interessante em tudo o que disse o arcanjo foi a sugestão de que não foi Deus e sim Lúcifer quem ressuscitou Cass (e, provavelmente salvou Sam e Dean, também). Verdade ou não é uma possibilidade interessante que eu não tinha cogitado ainda.

Quanto às revelações de que a Jéssica era na verdade Lúcifer, e que Sam é o receptáculo ideal para o Demónio, eu sinceramente não achei elas muito surpreendentes. Se a princípio eu não vi nada de mais na aparição da namorada morta do Sam, quando ela surgiu novamente ela veio acompanhada de um dejá vú do primeiro episódio dessa temporada. E bem, quantos de nós fãs da série acreditávamos, já na temporada anterior, que o destino dos irmãos Winchester os levaria para lados opostos da guerra? Quando Lúcifer surgiu vestido de Jessica foi só somar esses factores.

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A ideia de Dean ser o receptáculo de Miguel e Sam o de Lúcifer é realmente muito boa, mas ao mesmo tempo fica uma pontinha de decepção, porque bem ou mal algo assim era esperado.

A ideia de Lúcifer ter ressuscitado Cass e salvo os irmãos no começo parecia uma possibilidade, mas depois de Lúcifer falar para Sam no final que ele era o recipiente e ainda falar “Por quê acha que estava naquela capela?”. Só me faz acreditar mais na teoria de que Deus salvou os irmãos Winchester.

E tenho uma ideia a mais:

O facto de Dean ser o receptáculo de Michael, e Sam ser o receptáculo de Lúcifer, não é por acaso, não é por algo que eles fizeram em alguma temporada passada. É algo que já vem desde o nascimento.

E por isso, eu acredito que só há uma possibilidade para o receptáculo de Deus: John Winchester.

Já pensaram nisso?

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