domingo, 17 de janeiro de 2010

Sobrenatural V – Review – Good God Y’all [The CW]

Sobrenatural V – Review – Good God Y’all [The CW]

Ao contrário da temporada anterior, desta vez os roteiristas estão a ser fiéis ao tema proposto: o Apocalipse. Nada de episódios soltos com temas que divagam o eixo central da história.

O episódio começou já com uma grande revelação (pelo menos para aqueles que não lêem spoilers): Deus está vivo, e está desaparecido entre os humanos. Foi também Deus que ressuscitou Castiel (Misha Collins) e salvou Dean (Jensen Ackles) e Sam (Jared Padalecki) de morrerem quando Lúcifer foi libertado. O objectivo principal é, neste momento, achar Deus, o único que além de Miguel pode acabar com a mais poderosa força do Mal. Certamente grande parte da temporada será explorada nesta busca pelo Todo-Poderoso mas também espero que não demore os vinte episódios restantes.

Episódio: Good God Y’all (2/22)
Temporada:
Canal: The CW
Primeira Exibição nos EUA: 17 de Setembro de 2009

Neste episódio, o enredo girou em torno de uma cidade do Colorado que ficou completamente dominada por demónios. Mas, na realidade, não existiam demónios, mas sim um dos Cavaleiros do Apocalipse: o do Cavalo Vermelho, descrito na Bíblia como o Mensageiro da Guerra (participação de Titus Welliver)

Na versão Sobrenatural, ele não veio montado num cavalo vermelho, usaram uma analogia. Ele chegou à cidade num Mustang Vermelho. Com um rodar no seu anel, ele espalhou a discórdia na pequena cidade de River Pass, Colorado. Ninguém estava possuído por um demónio, mas cada um via o demónio no outro. Resultado: caos total. A população entrou em conflito.

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Nessa cidade estavam três personagens conhecidas: Rufus (participação de Steven Williams), Ellen (participação de Samantha Ferris; The 4440) e sua filha Jo (participação de Alona Tal; Veronica Mars). Dean acabou por desvendar o mistério do Cavaleiro da Guerra. O segredo do poder dele estava em num anel que Sam cortou com dedo e tudo. A cidade voltou ao normal.

O que me motiva a dizer que esta é uma metáfora interessante para as próprias guerras que vemos na realidade pelo mundo fora. Às vezes, o motivo é o que menos importa. Os seres humanos são, por natureza, pessoas de fácil dominação e que costumam e gostam de lutar entre si.
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Achei engraçado Castiel, usar o telemóvel para se comunicar. Justificativa: para despistar os anjos que estão à procura dele. Ele é agora, um renegado e cometeu um delito que tem como punição o inferno: matou dois dos seus irmãos. Tudo isso, segundo ele, em nome da causa. Contraditoriamente, depois de ter confessado que estava a esconder-se dos cavaleiros celestes, ele disse aos irmãos Winchester que precisava encontrar Deus. Para tanto, precisou tomar emprestado um super amuleto que Dean carregava no peito. Uma espécie de sensor que reagia à presença do Todo-o-Poderoso.

Sobrenatural teve mais um excelente capítulo – como a série tem sido de uns tempos para cá. E, como eu não poderia deixar de mencionar: que história é essa de Castiel procurar por Deus? Isto só aumentou as minhas expectativas para saber como a série irá “materializar” a versão de Deus, uma vez que muitos possuem o seu de diferentes formas no seu subconsciente. Entre enigmas, mistério e muita aventura, Sobrenatural, continua firme e forte num enredo que tem tudo para evoluir de maneira interessante daqui para a frente.

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O episódio terminou, como sempre, com uma conversa entre Sam e Dean, mas desta vez, foi fora do normal, Sam decidiu seguir o seu próprio caminho, não querendo continuar a jornada em terminar o Apocalipse, junto com Dean.

Pelo que eu li em spoilers e antevi as imagens dos próximos episódios, Sobrenatural vai continuar o tema proposto: o Apocalipse. O Fim do Mundo está mesmo a acontecer.

Sobrenatural V – Review – The End (The CW)

Sobrenatural V – Review – The End (The CW)

2009 é ano da escolha dos irmãos Wincheters! Eles aceitarão, ou não, ser o receptáculo de seus respectivos anjos? O que aconteceria se Sam dissesse “sim” e se o irmão dissesse “não”? Dean conseguiria medir as consequências de não aceitar ser o receptáculo de Miguel? Seria mais difícil responder estas perguntas, se Dean não pudesse saber o que vai acontecer num futuro próximo.

Episódio: The End (4/22)

Temporada: 5

Canal: the CW

Primeira Exibição nos EUA: 31 de Setembro de 2009

Pois, é em torno disto que acontece o mais electrizante episódio de Sobrenatural desta temporada. Após receber a notícia que Sam (Jensen Ackles) foi questionado, sobre aceitar ou não ser o receptáculo de Lúcifer, Dean viaja no tempo, no num futuro próximo, mais precisamente, em 2014 e vê-se numa cidade em que os Croatoans se apoderaram! Estes zumbis demoníacos estão em todos os lugares. Em contra partida, alguns militares e poucos caçadores estão a tentar acabar com estes “habitantes”.

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Dean descobre que foi Zacarias (Kurt Fuller) que o enviou para o futuro. Assim, Zacarias está a abrir os olhos de Dean para ele poder aceitar Miguel. Dean descobre que os seus amigos estão isolados num acampamento, não muito longe de onde ele está. Ao chegar no acampamento, ele dá de cara com o Dean do futuro, com o “não mais anjo” Castiel (Misha Collins) e o profeta Chuck (Rob Benedict). O Dean Winchester do futuro está muito obcecado para terminar com aquilo tudo, pois arrepende-se que no passado ele não disse sim a Miguel, e que devia ter terminado esta batalha a algum tempo atrás.

O Sam (Jared Padalecki), claro, apareceu incorporado por Lúcifer. Segundo o Dean do futuro ele teria dito “sim” para Lúcifer. Toda esta armação não enfraqueceu o coração do primogénito dos Winchester.

A Colt finalmente foi encontrada, com ela Dean do futuro quer acabar de uma vez com Lúcifer, nem que para isso precise arriscar as vidas dos amigos. Mesmo com a arma, Dean do futuro não resiste a força do anjo malvado Lúcifer. Resta agora saber se o Winchester vai ou não aceitar ser o receptáculo de Miguel.

O episódio foi incrível, acho que ninguém esperava ver Sam “possuído” tão cedo na série, mas o encontro dos dois irmãos poderia ter sido mais “apocalíptico”. Mas esse episódio fez-me pensar se não seria melhor Dean aceitar ser o receptáculo do Miguel logo, sei lá, estou em dúvida…

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Realmente Zacarias não vai medir esforços para convencer Dean a dizer “sim” para ser o receptáculo de Miguel. Foi muito triste ver como o Dean e o Cas ficariam. Pelo menos Dean, viu como seria o futuro e deu uma nova oportunidade a Sam de se redimir.

Eu adorei a forma como Lúcifer foi retratada, na verdade remete a outras origens, outros textos e obras que levantam o facto de que Lúcifer caiu por ter inveja dos homens, do livre arbítrio que foi dado aos homens, enquanto eles, os anjos, deveriam apenas ser fiéis soldados divinos. E aqui fica perfeitamente claro o facto do porquê Lúcifer ser tão poderoso: quantos de nós não sentimos o “Sympathy for the Devil” na pele depois do discurso dele?

Não acho que Dean se recusa ser possuído por Miguel por pura arrogância é que, se Miguel e Lúcifer eram os braços direito e esquerdo de deus, supõe-se que ambos tenham o mesmo nível de poder, Lúcifer caiu na rebelião porque o golpe de Miguel veio primeiro, voltou com uma força incrível e expulsou-o, mas agora, acho que eles estão equiparados. Seria a batalha eterna e nós viraríamos pó três vezes antes que a batalha entre eles terminasse.

Foi também ele que soltou o primeiro selo, ele quer terminar com tudo isto, como medida de justiça. E deixar Miguel possuí-lo, não seria ele a ajudar a deter o Apocalipse, seria Miguel, se conseguisse. Não há garantias, não é como se dissessem que Miguel venceria na hora: haveria uma batalha e talvez ele pudesse perder e tudo seria em vão.

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Tanto Jensen quanto Jared são excelentes. E a equipa de Sobrenatural valoriza os dois actores. Os personagens Dean e Sam cada qual tem o seu destino, que juntos tentarão reverter. O facto de que Dean foi levado para o futuro e não o Sam, tem a ver com a forma que os anjos tentaram convencer Dean a dizer “Sim”. E acredito que Lúcifer tentará Sam de muitas maneiras também.

Outra coisa importante a dizer é que o stress emocional e físico pelos quais os irmãos passaram e estão a passar, não vejo como Dean poderia deduzir qualquer coisa ou mesmo Sam, tanto que ambos estavam separados.

Nos episódios 5.03 e 5.04 os irmãos passaram por situações que os convenceram de que somente poderiam resolver e reverter esta situação se permanecessem juntos e foi o que eles fizeram. Eles estão juntos e é isso que importa, não será nada fácil pois ambos ainda precisam de tempo para se recuperarem de tudo que aconteceu entre eles.

Sobrenatural V – Review – I Believe The Children Are Our Future [the CW]

Sobrenatural V – Review – I Believe The Children Are Our Future [the CW]

Parece que tudo está tudo a voltar aos trilhos de novo, Sam e Dean estão a dar-se bem, como antes, bom é o que parece. Neste novo episódio, os irmãos vão até uma cidade em Nebraska, investigar alguns acontecimentos anormais, que se baseiam em contos de fadas e lendas urbanas.

Episódio: I Believe The Children Are Our Future (6/22)
Temporada:
Canal: the CW
Primeira Exibição nos EUA: 15 de Outubro de 2009

O episódio que parecia ser algum tipo de brincadeira de um ilusionista ou alguma bruxa, tomou um rumo bem diferente e interessante, os Winchesters descobrem um menino muito poderoso, filho de um humano com um demónio, chamado Jesse Turner (participação especial de Gattlin Griffith) que é mais poderoso que demónios e anjos, intitulado o Anticristo, o garoto não tem a mínima ideia do seu poder, e tudo que ele imagina acontece. Fada dos dentes, pó de coçar, pêlos nas mãos, etc.

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Jesse é tão poderoso que todos os demónios estão à procura dele, assim como os Anjos, os seres malvados querem-no ao seu lado, já Castiel (Misha Collins) quer a morte do garoto, que obviamente não é apoiado por Sammy (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles), por que vai contra aos princípios de não matar crianças.

O plano de Castiel era de matar o miúdo, mas o Anjo ao tentar executá-lo, acabou por ser transformado num boneco! Foi preciso muita conversa para convencer Jesse de que ele poderia evitar o “lado negro da força” e usar os seus poderes para o bem — algo que o Sam não conseguiu fazer quando deveria, e isso continua sendo constantemente jogado cara dele.

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Demonstrando uma maturidade excepcional, após ouvir todas as duras verdades ditas por Sam (em mais um momento de redenção), o pequeno Jesse resolve expulsar o demónio que havia possuído novamente a sua mãe biológica (participação especial de Ever Carradine) e desaparecer do mapa para evitar que mais problemas acontecessem por sua causa. Ele desapareceu e só poderá ser encontrado se quiser… o mais provável é que ele foi a Austrália por causa do cartaz que tinha no quarto. Bom ao que tudo indica não deve ser o único episódio do miúdo em Sobrenatural, esperamos revê-lo em outros capítulos.

Contudo o episódio foi muito bom e bem humorado, uma história que começou um pouco morna e que aqueceu do meio para o fim. O momento mais engraçado da história: o Dean quando ficou com a mão cheia de pêlos depois que “se exercitou” a pensar na enfermeira que ele conheceu no hospital…

Sobrenatural V – Review – Changing Channels [the CW]

Sobrenatural V – Review – Changing Channels [the CW]

Este episódio de Sobrenatural foi totalmente fora do normal! Foi um episódio bastante engraçado, no final com algumas revelações importantes na trama, e é claro este episódio superou as minhas expectativas. Os irmãos Winchester foram aprisionados no “mundo da TV”, onde satirizaram de forma divertida algumas das mais famosas séries já exibidas. Também é surpreendente a figura que colocou os irmãos nessa situação. Imperdível!

Episódio: Changing Channels (8/22)
Temporada: 5
Canal: the CW
Primeira Exibição nos EUA: 5 de Novembro de 2009

O episódio começa com uma sitcom denominada Supernatural e está a ser gravada diante de uma plateia! Dean (Jensen Ackles) e Sam (Jared Padalecki) fazem os seus papéis como se estivessem numa sitcom, com todos os clichés do género: merchandising, risadas falsas e aplausos.

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Em Changing Channels, somos então levados 2 dias antes, quando tudo começou. Tudo parece ser mais obra do Trickster aka Gabriel (participação de Richard Speight Jr.), um semi-deus enfrentado pelos Winchester na segunda temporada, no episódio “Tall Tales”. O que Sam e Dean não imaginam é que estão a enfrentar alguém muito mais poderoso do que ele. Nem mesmo Castiel (Misha Collins) é capaz de enfrentá-lo. Por um momento, imaginei que fosse a personificação de Deus – o que me deixaria um tanto desapontado. Mas, estamos a falar de alguém um passo abaixo na hierarquia celeste: o poderoso Arcanjo Gabriel!

Assim, a história dos anjos e demónio, que havia sido deixada de lado por alguns episódios, volta com força total: por incrível que pareça, Gabriel quer que Sam e Dean cumpram o seu destino e sirvam de receptáculo para a apocalíptica luta entre Lúcifer e Miguel. Na verdade, ele mais parece um rapaz mimado, triste por ter sido abandonado pelo pai, e pelas desavenças ocorridas na sua família angelical. Claro que os Winchester são mais espertos do que ele e não se rendem à sua vontade. Mais ainda: Gabriel ganha uma lição de moral de Dean!

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Na parte cómica deste episódio, somos transportados para a altura em que tudo começou, e foi nada mais, nada menos, com o The Incredible Hulk. A sátira aos filmes através da frase da Cathy Randolph foi genial.

Ainda temos direito para Grey’s Anatomy e CSI:Miami. A banda sonora lamecha, característica de Grey’s Anatomy , está em cada cena. Os personagens mais famosos também estão lá. Até o nome da fictícia Dra. Ellen Picolo nos remete à actriz Ellen Pompeo, que interpreta a Dra. Grey na série original, temos até a Yang e até um Dr. Sexy. Mas, o melhor foi ver o fantasma de “Johnny Drake”. O actor que interpretava o “fantasma” em Grey’s é ninguém menos do que Jeffrey Dean Morgan, que faz John Winchester em Sobrenatural.

Como se não bastasse, e que tal ver Sam e Dean como participantes de um maluco programa de auditório japonês, O Quebra-nozes. O nome do programa foi apropriado ao castigo dado a quem errasse a pergunta. Pobre Sam! Detalhe: as perguntas eram sobre o próprio Sobrenatural.

E o que dizer da paródia às séries de investigação criminal, mais especificamente de CSI: Miami? Só de ouvir os primeiros acordes da versão satirizada da música-tema “Won’t Get Fooled Again”, do The Who! Mas, ver os irmãos vestidos a la Horatio Caine e a exagerar nos trejeitos para imitar o actor David Caruso como o líder dos investigadores foi fantástico. Jensen Ackles e Jared Padalecki foram óptimos nesta cena.

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Ainda havia mais: O Justiceiro (ou Knight Rider, no original). Esta última paródia foi talvez a mais especial de todo o episódio. Ver o velho Impala transformado em KITT, com Sam dentro dele, foi o momento mais anormal da história. E ainda tivemos direito a uma sequência completa, com acordes da música original!

Com certeza, foi o episódio mais interessante e divertido que eu já vi em Sobrenatural. Foi uma maneira extremamente criativa de homenagear outras séries e ainda conseguir dar andamento à história central, que andava um tanto esquecida.

Sobrenatural V – Review – The Curious Case of Dean Winchester [the CW]

Sobrenatural V – Review – The Curious Case of Dean Winchester [the CW]

Mais um episódio em que o Apocalipse é deixado de lado, apesar de ter uma rápida referência ao fim do mundo na manchete do jornal visto na cena inicial, Sobrenatural trouxe-nos mais um divertido episódio.

Em “The Curious Case of Dean Winchester”, Dean (Jensen Ackles) acaba por se tornar o avô Dean (participação de Chad Everett) para salvar a vida de Bobby (Jim Beaver), que por estar muito depressivo depois de ter ficado preso a uma cadeira de rodas, resolve tentar a sorte no jogo de póquer com um feiticeiro, Patrick (participação de Hal Ozsan) que mexe com a idade das pessoa, quem ganha, fica mais novo e quem perde, fica mais velho e acaba por morrer.

Episódio: I Believe The Children Are Our Future (7/22)
Temporada: 5
Canal: the CW
Primeira Exibição nos EUA: 29 de Outubro de 2009

Não que ser velho seja a pior coisa do mundo, nem que ficar numa cadeira de rodas seja o fim de uma vida de alegrias. Mas para o Bobby, que sempre foi acostumado a uma vida agitada de caçador, a sua situação actual não lhe é nem um pouco confortável. Num dos momentos mais emocionantes do episódio, ele confessa que chegou a pensar em suicídio… Apenas não teve coragem o suficiente para chegar até o fim.

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Os irmãos, vão-se consultar com Bobby para descobrir mais sobre esse bruxo, o caçador que está na cadeira de rodas, interessa-se em participar desta partida de póquer, para poder voltar a andar, só que não é bem isso que acontece, Bobby foi jogar e acabou por perde 25 anos de vida. Diante da situação, Dean foi atrás desse jogador para poder dar de volta os anos de vida para Bobby.

Mas fora esse lado emocional, o episódio teve boas doses de humor, claro. Ver o Dean velho, a sofrer com as consequências da idade (dores na coluna, falta de fôlego ao subir escadas…), a troca de farpas com Bobby e tendo que aguentar as piadinhas de Sam, foi muito bom.

O actor Chad Everett (Dean mais velho) conseguiu pegar os gestos mais marcantes do Jensen Ackles na hora de interpretar Dean. E o Sam, mais uma vez na tentativa de alcançar a sua redenção) ao salvar o dia, resolve jogar com o tal feiticeiro em troca da juventude do irmão que está prestes a morrer de velhice. Sam vence no último minuto, e Dean volta a ser o Dean de antes, feliz e saltitante (literalmente)!

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Achei alguns pontos negativos neste episódio: a história dos bruxos foi mal explicada e o final dela achei insatisfatório.
Gostei da cena final, apesar de achar que eles poderiam tê-la inserido em outro contexto, e gostaria que o Sam também estivesse presente para dar força ao Bobby. Sei lá, deu-me a ideia que foi meio forçada a saída dele da cena só para Dean ficar a sós com Bobby. Sam ajudou os dois no episódio e acho que merecia estar na cena também, sobretudo Bobby merecia ouvir algo dele também.

No geral não foi um episódio de importância para a mitologia da história, mas foi realmente importante na relação do Bobby com os Winchester, e foi um episódio agradável, incluindo o bruxo e a parceira dele que passou a mágica mensagem de “ser sempre jovem e viver para sempre não é necessariamente uma coisa boa”.

Sobrenatural V – Review – Fallen Idol [the CW]

Sobrenatural V – Review – Fallen Idol [the CW]

O Apocalipse está chegar – e ele é loiro, usa saltos altos e carrega um cão aonde quer que vá. Lembram-se da notícia sobre a participação especial de Paris Hilton em Sobrenatural? Pois bem, é chegada a hora de confrontar o desempenho da socialite entre os irmãos Winchester. A espera acabou: o tão falado episódio que conta com a participação especial de Paris Hilton – o quinto desta nova temporada, “Fallen Idols”.

Episódio: Fallen Idol(5/22)
Temporada: 5
Canal: the CW
Primeira Exibição nos EUA: 8 de Outubro de 2009

Neste episódio, Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles) investigam um caso para lá de curioso: pessoas famosas (como Gandhi e James Dean) estão a atacar as pessoas de uma cidade. A gota d’água é quando duas adolescentes afirmam que a amiga foi sequestrada por ninguém menos do que Paris Hilton! No final, foi descoberto que, na verdade, o responsável pela morte era um deus chamado Leshi, que se alimenta de seres humanos assumindo a imagem de seus ídolos.

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É lógico que ver o Sam a ser atacado pelo Gandhi e o Dean a levar “porrada” da Paris Hilton foi bem engraçado. Aliás, a antecipada participação da Paris foi bem curtinha, nem chegou a comprometer a qualidade do episódio – para falar a verdade, acho que foi um dos pontos altos. A participação valeu mesmo pelas piadinhas que faziam em relação à Paris Hilton, tipo o Dean dizendo que não é um BFF dela (a Paris tinha ou tem um reality show onde procura um novo melhor amigo) e que nunca viu o filme House of Wax (A Casa de Cera), do qual ela faz parte e, curiosamente o Jared Padalecki também – viram o close que deram nele quando o Dean falou sobre o filme?

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Dean e Sam discutiram a relação novamente, mas desta vez parecem ter chegado a algum lugar… Depois de sentir-se tão “rejeitado” pelo irmão, apesar de terem voltado a caçar juntos, Sam expressou o seu descontentamento e convenceu Dean a lhe dar um novo voto de confiança. No seu discurso, Sam disse que um dos motivos que o levou a se aproximar da Ruby, foi a vontade de sentir-se mais independente, ficar fora da super-protecção que Dean tem com ele. Sam pediu para ser tratado como um adulto e Dean resolver respeitar sua vontade, deixando-o até conduzir o Impala!

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E se “Fallen Idols” não é suficiente para provar que a nova temporada está cheia de histórias interessantes, sem dúvida o oitavo episódio do quinto ano da série dá conta do recado.

Para finalizar, o SOON” no final deixou-me completamente de água na boca… e nunca mais chega o episodio 8… a sério, estou desejoso de ver o CSI MIAMI e GREYS ANATOMY “aplicados” em Sobrenatural! No final do “Soon” achei bastante piada ver um “suposto” Horatio Caine com a maneira como foi interpretado e o quão os jeitos da personagem em Sobrenatural estavam parecidos com a mesma no CSI.

Sobrenatural V – Review – The Real Ghostbusters [the CW]

Sobrenatural V – Review – The Real Ghostbusters [the CW]

Neste episódio, Dean e Sam vão parar numa “Supernatural Convention”, organizada por fãs dos livros Supernatural escritos pelo profeta Chuck. Becky, a super fã que acredita haver algo entre Sam e ela, está de volta e foi a responsável por ter trazido os Winchester para o evento, enviando uma mensagem fingindo ser o Chuck pedido por ajuda. O episódio brincou com diversos elementos da série, mostrando mais uma vez que Sobrenatural não se leva tão a sério e sabe gozar de si mesma.

Episódio: The Real Ghostbusters (9/22)
Temporada: 5
Canal: the CW
Primeira Exibição nos EUA: 12 de Novembro de 2009

Nunca pensei que fosse gostar tanto de mais um capítulo que não contribuísse muito para a história central. Sobrenatural é das poucas séries (talvez até a única) que criou uma história em que os fãs estão inseridos, em que se auto-caricatura. Quando Sam(Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles) chegam a um local combinado com Becky (participação especial de Emily Perkins) eles deparam-se com uma convenção dos livros de Sobrenatural.

Na Convenção, os irmãos encontraram vários fãs vestidos como eles, pessoas vestidas como criaturas que eles já enfrentaram e até alguns Chevy Impalas estacionados do lado de fora! Além de vermos os fãs citando falas que o Dean e o Sam pronunciaram nas suas aventuras, também tivemos um fã a reclamar das inconsistências que os livros tinham.
Para quem não sabe, Sobrenatural, na vida real realiza várias convenções onde vão centenas de fãs. Normalmente estão presentes a dupla de protagonistas, o criador e outros convidados especiais, como actores secundários e pessoas da equipa.

Só aqui em Portugal é que não fazem nenhuma convenção… É uma pena!!

Mas é claro que nem tudo era normal lá pois tinha uma força sobrenatural a ameaçar a convenção. Os verdadeiros Sam e Dean lá tentam resolver o caso da melhor forma que puderem, mas desta vez eles têm a companhia dos ‘falsos eles’. O que eu me ri quando eles (os falsos) chamam o Sam e Dean de Bobby e Rufus, personagens secundárias da série!

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E a forma como o Chuck (participação especial de Rob Benedict) tentou manter os fãs entretidos foi demais, aqueles trinta segundos finais foram hilariantes! No final, descobrimos ainda que os falsos Dean e Sam haviam se conhecido via Internet e que são um casal! Isso foi mais uma brincadeira dos roteiristas com o fato de que alguns fãs de Sobrenatural fantasiam com relação homossexual entre Dean e Sam.

Antes do episódio terminar , Becky diz a Sam que encontrou no seu verdadeiro amor no Chuck depois que ele enfrentou uns dos fantasmas que estavam a assombrar o lugar.

Ah, e Chuck está proibido de escrever mais livros de Sobrenatural… Coitados dos fãs, eles vão ficar sem saber o que aconteceu com Dean depois que ele foi para o Inferno!

Eu sinceramente adorei o episodio. Teve um caso clássico de fantasmas a assombrar uma casa/hotel. E mostrou Becky, e ela é muito divertida, com todo aquele fanatismo e expressões divertidas.

Por fim, e de modo a que o episódio tenha alguma importância, os irmão descobrem novas pistas sobre o paradeiro da Colt e certamente o próximo episódio será decisivo. ‘Abandon All Hope’ é o último episódio de 2009 e promete ser um grande confronto entre o Bem e o Mal. Acho que é óbvio que a Colt não vai ser a arma que vai matar o Lúcifer, mas mesmo assim acredito que haverão mortes!

Sobrenatural – Review – Free to Be You and Me [The CW]

Sobrenatural – Review – Free to Be You and Me [The CW]

Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo.

Apocalipse 1-1

Assim começa o livro do Apocalipse, anunciando não o fim do mundo, mas, um momento de revelações. Assim começa também a quinta temporada de Sobrenatural.

Episódio: Free to Be You and Me (3/22)

Temporada: 5

Canal: the CW

Primeira Exibição nos EUA: 24 de Setembro de 2009

O episódio começou devagar. Eu gostei do inicio a revelar os irmãos em caminhos diferentes, ao som de Simple Man, Lynyrd Skynyrd; como já era de esperar, tivemso o regresso de Jessica (participação especial de Adrianne Palicki; Friday Night Lights), por acaso estava curioso, o porquê de ela estar ali naquele momento; e ri bastante na tentativa do Dean (Jensen Ackles) de desvirtuar Cass (Misha Collins) – deve ser mais um passe para o inferno essa coisa de tentar levar anjos para o mau caminho, não que o inferno seja novidades para o Dean. Já estava com saudades de um pouco de humor em Sobrenatural, achei bastante piada à cara de Castiel, quando estava naquele “antro de perdição”.

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Quando eu estava a começar a acreditar que a temporada ia desacelerar um pouco com as suas grandes revelações, o ritmo do episódio mudou. Cass e Dean ficaram cara a cara com o Arcanjo Rafael e Sam (Jared Padalecki) com ninguém menos que Lúcifer (Mark Pellegrino).

Primeiro tenho que comentar sobre a óptima actuação de Mark Pellegrino. Foi a primeira participação dele como Lúcifer e esteve perfeito. O demónio (em Sobrenatural) é mesmo uma criatura simpática, bem menos ameaçadora (no exterior, é claro) que os anjos e, principalmente, os arcanjos. Deixando os efeitos visuais de lado, a voz e a expressão facial do arcanjo Rafael fizeram com que cada som proferido por ele, soasse como uma ameaça.

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Achei o encontro de Dean e Cass com o arcanjo mais interessante que o confronto que Sam e Lúcifer. Eu ainda tenho meus receios quando a inclusão de Deus na trama, mas foi genial o modo como a série referiu o sumiço dele a decisão dos anjos de dar início ao Apocalipse. “Nós só queremos que tudo termine” declarou Rafael.

No entanto, o mais interessante em tudo o que disse o arcanjo foi a sugestão de que não foi Deus e sim Lúcifer quem ressuscitou Cass (e, provavelmente salvou Sam e Dean, também). Verdade ou não é uma possibilidade interessante que eu não tinha cogitado ainda.

Quanto às revelações de que a Jéssica era na verdade Lúcifer, e que Sam é o receptáculo ideal para o Demónio, eu sinceramente não achei elas muito surpreendentes. Se a princípio eu não vi nada de mais na aparição da namorada morta do Sam, quando ela surgiu novamente ela veio acompanhada de um dejá vú do primeiro episódio dessa temporada. E bem, quantos de nós fãs da série acreditávamos, já na temporada anterior, que o destino dos irmãos Winchester os levaria para lados opostos da guerra? Quando Lúcifer surgiu vestido de Jessica foi só somar esses factores.

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A ideia de Dean ser o receptáculo de Miguel e Sam o de Lúcifer é realmente muito boa, mas ao mesmo tempo fica uma pontinha de decepção, porque bem ou mal algo assim era esperado.

A ideia de Lúcifer ter ressuscitado Cass e salvo os irmãos no começo parecia uma possibilidade, mas depois de Lúcifer falar para Sam no final que ele era o recipiente e ainda falar “Por quê acha que estava naquela capela?”. Só me faz acreditar mais na teoria de que Deus salvou os irmãos Winchester.

E tenho uma ideia a mais:

O facto de Dean ser o receptáculo de Michael, e Sam ser o receptáculo de Lúcifer, não é por acaso, não é por algo que eles fizeram em alguma temporada passada. É algo que já vem desde o nascimento.

E por isso, eu acredito que só há uma possibilidade para o receptáculo de Deus: John Winchester.

Já pensaram nisso?

Sobrenatural IV – Review – When the Levee Breaks (the CW)

Sobrenatural IV – Review – When the Levee Breaks (the CW)

Dean e Bobby trancam Sam na sala de pânico de Bobby para ele poder se desintoxicar do sangue de demónio. Entretanto, quando Bobby vê que mais selos estão a ser quebrados, ele diz a Dean que eles devem deixar Sam sair e ajudá-los na luta para impedir o iminente apocalipse. Dean discorda e vai até Castiel pedir ajuda. Sam e Dean tem um grande e desastroso confronto.

Episódio: 21 – When the Levee Breaks

Temporada:

Canal: The CW

Primeira Exibição nos EUA: 7 de Maio de 2009

Resta apenas um episódio para terminar esta temporada e ‘When the Levee Breaks’ serviu mais como uma preparação para o que está para vir no episódio da próxima semana: ‘Lucifer Rising’, um título bem sugestivo. Se Lúcifer vai ser libertado ou não, é algo que só descobrimos no próximo episódio, mas que será uma surpresa como os acontecimentos se vão desenvolver, lá isso acho que vai ser. Sobrenatural habituou-nos com season finales arrebatadoras, onde os produtores arriscam aquilo tudo que têm para arriscar, por isso acho que Lúcifer vai mesmo conseguir se libertar.

Penso que este episódio está dividido em duas partes, a primeira é a desintoxicação de Sam (Jared Padalecki), na luta com os seus demónios interiores, a segunda parte, é o confronto dos irmãos Winchester e todos os acontecimentos que estão para vir.

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Este episódio esteve recheado de breves participações de personagens, enquanto Sam estava a alucinar, Alastair (participação de Christopher Heyerdahl) tortura-o fisicamente, o Sam mais jovem (participação de Colin Ford) tortura-o psicologicamente e como se não bastasse Dean (Jensen Ackles) aparece nas suas alucinações acusando-o de ser um monstro. Por falar em Sam, o actor Jared Padalecki esteve muito bem neste episódio, mas claro que o nível dramático e psicológico do guião o ajudaram. Gostei muito da direcção que o episódio levou em si, assim como as personagens escolhidas para aparecerem nas ‘visões’ de Sam. Foi pena não aparecer John Winchester, uma personagem com grande carisma nessa série.

Sem esperarmos que acontecesse algo para Sam sair da sala de pânico, Castiel (participação de Misha Collins) ajuda-o a fugir. Isto faz-me crer que existe uma preparação para algo que esteja predestinado. Provavelmente, Sam será o veículo humano de Lúcifer e será exigido ao Dean que o mate. Caso ele se recuse, quase de certeza que Castiel o vai relembrar do juramento.

Parece-me óbvio que Castiel libertou Sam para este matar Lilith, e as ordens foram do céu. Após a tortura a que ele foi submetido no último episódio ele anda mais direitinho e a seguir todas as ordens à risca, sem se importar com os irmão nem com mais ninguém. Deu para reparar isso em Anna que veio questioná-lo sobre a libertação de Sam, mas Castiel denuncia-a e levada novamente para o Céu.

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Quanto a Dean, este faz um pacto com Deus e os Anjos, e por experiência própria, acho que ele vai perceber que pactos não costumam acabar bem em Sobrenatural. O mais interessante a envolver a sua personagem em ‘When the Levee Breaks’ é o dilema que vive entre o irmão morrer enquanto é humano ou sobreviver e ser a próxima criatura a caçar. Algo me diz que a guerra dos irmãos não vai ficar resolvida no final da próxima semana, e será um dos assuntos a tratar na quinta temporada.

Sam vai ao encontro de Ruby (participação de Genevieve Cortese) que continua a revelar um comportamento bastante suspeito e Sam apercebe-se disso mas não faz caso porque está consumido pela necessidade de ter sangue de demónio a correr-lhe nas veias. Não me surpreenderia nada se ela tiver estado todo este tempo a trabalhar “infiltrada” e a prepará-lo para a ascensão do Lúcifer. Ruby esteve desaparecida por três semanas, tentando encontrar Lilith (participação de Katherine Boecher), onde esta é uma enfermeira num hospital, onde o seu prato principal, são crianças recém-nascidas.

Por fim, mas não menos importante, temos algumas informações sobre a mitologia de Lúcifer. Ao que parece, o primeiro demónio foi criado por ele quando este sentiu uma certa inveja dos humanos e só esse demónio é que pode quebrar o último selo. A grande questão que se coloca é se é mesmo a Lilith e primeira filha de Lúcifer ou alguma mudança vai acontecer nesse aspecto. E é claro que não podia deixar de mencionar a grande personagem que é Bobby (participação de Jim Beaver) e só espero que ele não morra, como alguns têm especulado, em ‘Lucifer Rising’.

Robert Singe dirigiu o episódio escrito por Sera Gamble.

Mais sobre a 5ª Temporada de Sobrenatural

Sobrenatural V – Review – Sympathy For The Devil [The CW]

Depois de uma quarta temporada de fazer inveja a muitas outras séries, é normal que as expectativas estejam altas. É com altas expectativas que vemos o primeiro episódio da 5ª Temporada de Sobrenatural – “Sympathy for the Devil”.

Episódio: Sympathy For The Devil (1/22)

Temporada:

Canal: The CW

Primeira Exibição nos EUA: 10 de Setembro de 2009

Mas antes, um pequeno resumo do episódio anterior. Sam (Jared Padalecki) matou Lilith e quebrou o último selo. Não há como fugir – Lúcifer vai erguer-se e devastar o mundo com o Armaguedão. E é com ele a erguer-se numa intensa luz branca, o que faz sentido sendo Lúcifer o anjo da luz, que acaba a temporada e começa esta, após o grande e mítico «Thunderstruck» dos AC/DC em “The Road So Far”.

De volta à nova temporada, Sam e Dean (Jensen Ackles) estavam, mesmo na ‘Boca do Inferno’, prestes a serem as primeiras vítimas do verdadeiro diabo, mas é então que alguém os salva, são tele -transportados da sala de onde se ergue Lúcifer para um avião. Ficou explícito no episódio, que não foi nem os anjos nem os demónios a terem tal compaixão pelos irmãos, logo, na minha opinião, só resta um ser: Deus! A verdade é quem quer que seja, não quer que eles morram nem passem perto da morte, pois não foi só uma vez que isso aconteceu. Sempre pensei que iríamos ver Lúcifer no inicio da série, e não um corpo que tinha que ser possuído, como receptáculo.

Chuck (participação de Rob Benedict) afirma que Castiel (Misha Collins) morreu derrotado pelo arcanjo que o protegia e ainda, informa-os que a Espada do Arcanjo Miguel, está perdida na Terra. Aparentemente, Sam já não tem poderes, nem sequer anda de ressaca, Bobby (participação de Jim Beaver) mais uma vez vai ajudá-los, mas é possuído por um demónio tentando matar Dean, pois quem estava no comando era Meg (participação de Rachel Miner).

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Confesso, que já não me recordava quem era esta personagem. Ela era a filha do demónio dos olhos amarelos, que segundo vimos na última temporada é o responsável pelo plano de ressuscitar Lúcifer (que envolvia o Sam, a Ruby e a Lilith). Mas porquê ela e porquê agora?

A primeira arma que deve conseguir mandar Lúcifer de volta para o Inferno é a Espada de Miguel. Miguel, para quem não percebeu muito bem, foi o anjo que mandou, através dessa mesma espada, Lúcifer para o Inferno. Como sabem, Lúcifer era um anjo igual aos outros mas que não se quis ajoelhar perante os Homens. Mas para infelicidade dos Winchester, eles descobrem que Dean é essa espada e que Miguel precisa do corpo dele para conseguir lutar contra Lúcifer, pois Dean é o ‘recipiente’ de Miguel.

Entretanto, temos grandes momentos cómicos com aquela rapariga que é fã do trabalho de Chuck. O que eu me ri com a cena em que ela chega ao Hotel e conhece os dois irmãos e ainda apalpa Sam.

Zachariah (participação de Kurt Fuller), pretende à força, que Dean aceite ser o receptáculo do Anjo Miguel, mas ele não aceita. Cass reaparece e inflicta não só medo, como aparentemente está mais forte que os outros anjos. Zacarias por sinal, até lhe obedece. Estará Deus atento e acordado finalmente?

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Os produtores da série prometeram um Diabo simpático e eles não estavam a brincar. Depois de assombrar o seu “receptáculo” numa sequência que já tem vaga garantida na galeria de cenas medonhas da série, ele assume a forma da falecida mulher de Nick (participação de Mark Pellegrino) e demonstra ser um grande manipulador. Tem a voz suave, sabe usar as palavras muito bem, diz e aparenta não mentir, e usa a verdade para seu próprio proveito, como bem disseram os produtores o Demónio é uma criatura simpática.

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Foi interessante a dualidade entre os métodos do Céu e do Inferno para adquirirem seus ‘“receptáculos”. Enquanto os anjos exigiram que Dean se entregasse e quando esse recusou usaram tortura e chantagem para convencê-lo do contrário, enquanto que Lúcifer chegou a pedir permissão. Os anjos usaram força, Lúcifer usou a perda da família para convencer Nick a deixar que ele, Lúcifer, usa-se o seu corpo para se vingar de Deus.

No fim, os métodos de Lúcifer, mostraram-se bem mais eficazes e ele, agora anda entre nós usando o seu “receptáculo.

Teremos os quatro cavaleiros? Teremos o Apocalipse? Irá Dean ceder e deixar que Miguel o tome, ou terá Castiel e o seu Deus um novo plano para eles?


Fonte: Sérgio Caetano • Setembro 14, 2009 • ShareThis

SOBRENATURAL :Um pouco da 5ª temporada

Sobrenatural – Review – Abandon all Hope [the CW]

Castiel (Misha Collins) segue uma pista acerca da localização do demónio Crowley (participação de Mark Sheppard; Battlestar Galactica) levando até à sua morada: o objectivo é simples, recuperar a Colt, arma fabricada por Samuel T.Colt capaz de matar o quer que seja.

Episódio: Abandon all Hope (10/22)

Temporada: 1

Canal: the CW

Primeira transmissão nos EUA: 19 de Novembro de 2009

Encontrado o local, Castiel esbarra com uma série de símbolos que o impedem de entrar: Dada a dica pelo anjo Castiel, Os irmãos Winchester forçam a entrada na morada do demónio Crowley e então trava-se um diálogo entre os irmãos e o demónio: o Demónio dá não só a possível localização de Lúcifer como também dá Colt, justificando-se que assim que Lúcifer obtiver aquilo que quer, não serão apenas os humanos a sofrer, os próprios demónios estarão nessa lista.

Após dúvidas e diálogos, aos irmãos Winchester, juntam-se Jo (participação de Alona Tal; Veronica Mars) e Ellen (participação de Samantha Ferris; 4400 – Os Escolhidos) e o anjo Castiel na casa de Bobby (participação de Jim Beaver; Deadwood) onde tiram a fotografia daquela que poderá ser a última noite na Terra.

A chegada do local referido pelo demónio, a companhia encontra um cenário deasolador: ninguém está presente e apenas Castiel encontra o local cheio de “Reapers”. Ao tentar saber o que se passa Castiel é encurralado por Lúcifer enquanto o resto da companhia é perseguida pelo demónio Meg (participação de Rachel Miner; Californication) que acaba por ferir mortalmente Jo.

Encurralados numa loja, chegaram à conclusão que Jo não estaria em condições de ir para lado nenhum desejando apenas que a sua morte fosse ainda útil aos irmãos Winchester. E assim foi: com ajuda da sua mãe, ambas se sacrificaram para que Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles) fossem concluir o seu propósito de matar Lúcifer (participação de Mark Pellegrino; Dexter). Após a dica de Bobby acerca do ritual de Lúcifer libertar um dos cavaleiros do Apocalipse, neste caso, a Morte, os irmãos seguem para o local onde decorrera uma batalha violentíssima e depararam com Lúcifer a preparar-se para o ritual. Em vão, os irmãos tentam matar Lúcifer que recupera rapidamente do assalto do tiro que Dean dispara com a Colt: Lúcifer refere que a Colt não mata apenas cinco elementos do Universo, ele inclusive.

Lúcifer contínua com o seu ritual enquanto interroga Sam acerca do seu propósito e acaba mesmo por ter sucesso em libertar a Morte enquanto sem se aperceber Castiel, entretanto já libertado, consegue tirar os irmãos Winchester para fora daquele sítio. O episódio acaba com o Lúcifer triunfante e os irmãos Winchester com um novo problema: agora que a Colt não dá resultado, o que fazer agora?

Olhando para o episódio temos tudo para o episódio funcione: temos avanço na história, acção e drama.

Devo dizer que a cena entre os irmãos Winchester e o demónio Crowley é de tal maneira desconcertante que resulta de forma perfeita. A forma com o demónio Crowley entrega a arma aos irmãos e como logo de seguida, Sam tenta matar o demónio mas repara que não tem balas é hilariante.

Os poucos momentos de distracção antes da grande missão foram bem caracterizados e a cena da fotografia achei excelente: como todos andavam a evitar falar naquilo que poderia ser realmente o último dia deles e Castiel realçou de forma tão evidente que simplesmente fez que todos perdessem o sorriso para a câmara fotográfica.

De facto acabou por ser o ultimo dia já que Ellen e Jo não escaparam com vida e é com alguma tristeza que vejo partir duas personagens queridas do público de Supernatural.

A cena entre Sam e Lúcifer é sem sombra de dúvida um momento chave do episódio e talvez até da própria temporada: De destacar a analogia feita entre Sam/Lúcifer e Dean/Miguel. O relacionamento que anda meio tremido entre Dean e Sam e aquilo que foi Miguel e Lúcifer na ausência de Deus: o paralelismo foi bem conseguido mas creio que tudo irá bem além de um simples paralelismo. Lúcifer foi ao ponto de profetizar de quando Sam se iria “entregar” a Lúcifer. Dentro de 6 meses em Detroit. A confiança de Lúcifer é inabalável e tudo parece encaminhar para aquele futuro negro que Dean visitou no episódio “The End”(S05E04): Lúcifer habita o corpo de Sam, os anjos deixaram a Terra e Deus continua desaparecido.

Está tudo lá! Tudo parece precipitar com o confronto entre irmãos e dado a última cena, estará provavelmente tudo encaminhado para um final pouco feliz…

O elenco esteve bem mas tenho de destacar a presença de Mark Pellegrino como Lúcifer: demonstra confiança, até em excesso, talvez pelo facto de anjos terem saído de cena, depois da recusa de Dean em ser a receptáculo do Arcanjo Miguel e de saber provavelmente que Sam irá ceder a Lúcifer.

Relativamente à história de Supernatural, apenas tenho alguns reparos a fazer:

1 – Gostaria de ver a acção a decorrer noutro sítio que não seja uma terrola no meio do descampado, no interior esquecido dos Estados Unidos. O Apocalipse é mundial, planetário: A acção não pode só decorrer nos Estados Unidos. Por exemplo, o que se passa em Jerusalém, centro do mundo religioso? Vaticano? Meca?

2 – Ao ver a bíblia que Bobby usa na sua pesquisa, levanta outra questão: ao afirmar que Lúcifer e Miguel são os “filhos” de Deus mais próximos, a pergunta se impõe é a seguinte: o que dizer de Jesus Cristo ou o Profeta Maomé, Buda? A religião é deixada de parte propositadamente por parte dos argumentistas ou há uma explicação? Apenas conta o Antigo testamento?


FONTE:http://hotvnews.com.pt/2009/12/03/sobrenatural-review-abandon-all-hope-the-cw/